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Personagem: Adriano Colangelo
Por: Museu da Pessoa, 26 de junho de 2007

Moldado em fogo: da guerra à arte

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Moldado em fogo: da guerra à arte

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Tem coisas que eu vi tão horríveis e degradantes que vão morrer comigo. Eu nunca vou falar, porque como ser humano eu sinto vergonha de ter assistido e de ter sofrido, direta ou indiretamente, aquilo que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. Eu era uma criança quando ela começo e fui educado, desde então, a me dominar, apesar de estar sempre batendo os dentes de medo! A guerra começou em 1939, com a invasão das tropas nazis da Polônia e os bombardeios em Nápoles, onde eu cresci, começaram em 1941. Eu tinha sete anos. Durante o dia era vida normal. Já durante a noite, começava o medo, porque de noite vinha a aviação militar inglesa pra bombardear. Eu dormia vestido e ao lado de uma mala pronta para quando soasse o alarme. E quando ele soava, tínhamos que voar pela escada e entrar no refúgio. Isso durante quase toda a noite.

Quando os refúgios dos prédios já não eram mais suficientes, a gente tinha que correr pelas ruas buscando túneis, tipo o da Nove de Julho, porque eram mais seguros. Não quero entrar em detalhes porque foi horrível, mas durante o trajeto você tinha que evitar olhar: era gente que era metralhada, morta, gente que caía, que gritava. Você não podia olhar porque senão você morria junto. Considerando que naquela época eu era uma criança. Então eu tive que aprender a me dominar e ajudar a minha mãe e meus irmãos.

Era simples: eu precisava deles e eles de mim. O que é isso? É humanidade, entrar em contato com o próximo com um sorriso, mas nunca esquecer que aqui dentro tem um guerreiro de ascendência greco-romana e com muito orgulho disso. O governo pagava regularmente por direito a nossa parte do salário, mas começou a faltar comida. Começou a fome. Aí não podia ligar o aquecimento central. Frio. Humilhações. Seja pela loucura nazifascista, seja depois pela humilhação de nossa pátria, nosso solo, nossos monumentos, nosso coração ser invadido, com consequência lógica da guerra, né?

Mesmo...

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