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Por: Museu da Pessoa, 20 de agosto de 2008

"Porque a imagem narra"

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"Porque a imagem narra"

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P/1 – Então Angela, boa tarde.

R – Boa tarde.

P/1 – Estamos começando a nossa entrevista, queria que você fizesse a sua identificação, falasse o seu nome completo, data e local de nascimento.

R – Tá bom. É Angela Maria Anastácia Cardoso, é o meu nome de nascimento. Nasci em 17 de dezembro de 1945, em Belo Horizonte.

P/1 – E você podia falar o nome dos seus pais e a atividade deles?

R – Tá bom. Meu pai foi fazendeiro e comerciante, Antonio Pio Cardoso Filho. E minha mãe era dona de casa, embora fosse uma leitora contumaz, assim, uma leitora viciada...

P/1 – E o gosto...

R - ...Hercília Anastácia Cardoso.

P/1 – E o gosto da leitura vem mais por ela?

R – Vem mais por ela. Do meu pai vem o gosto por Minas, pelo folclore, pela tradição oral, pelos contos, pelos causos, pelos contos de assombração também.

P/1 – O seu pai é de Bom Despacho?

R – É de Bom Despacho. E acho que dele vem o gosto de desenho, porque ele desenhava com gosto o que na época chamavam catitas, são figuras tipo J. Carlos, uns desenhinhos de caras e moças, e deixava aqui uma catita, ali outra, então... E gostava também de fazer umas logomarcas, fazendo umas letras estranhas. Eu me lembro de achar fantástico, tanto as catitas quanto as palavras escritas com letras diferentes, umas letras que iam se encaixando umas nas outras, gordinhas, não sei se vocês lembram dessa moda, não devem lembrar não, é bem dos anos 50.

P/1 – E, Angela, a sua mãe que contava histórias de noite pra vocês?

R – Mamãe lia Andersen, os Irmãos Grimm. Eu ainda me lembro dos livros da... Acho que era uma coleção da Melhoramentos, eram livros-álbuns grandes ilustrados. E papai contava caso quando estava dirigindo, às vezes brincava, gostava muito de provérbios. Agora, o hábito de ouvir histórias vem da mamãe, que lia. Ela não contava, ela lia. E nós éramos em seis, era...

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Dados de acervo

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Memória da Literatura Infanto Juvenil

Depoimento de Angela Lago

Entrevistada por José Santos e Thiago Majolo

São Paulo, 20/08/2008

Realização Museu da Pessoa

Depoimento MLIJ_HV022

Transcrito por Michelle de Oliveira Alencar

Revisado por Angélica Lima e Ligia Furlan

P/1 – Então Angela, boa tarde.

R – Boa tarde.

P/1 – Estamos começando a nossa entrevista, queria que você fizesse a sua identificação, falasse o seu nome completo, data e local de nascimento.

R – Tá bom. É Angela Maria Anastácia Cardoso, é o meu nome de nascimento. Nasci em 17 de dezembro de 1945, em Belo Horizonte.

P/1 – E você podia falar o nome dos seus pais e a atividade deles?

R – Tá bom. Meu pai foi fazendeiro e comerciante, Antonio Pio Cardoso Filho. E minha mãe era dona de casa, embora fosse uma leitora contumaz, assim, uma leitora viciada...

P/1 – E o gosto...

R - ...Hercília Anastácia Cardoso.

P/1 – E o gosto da leitura vem mais por ela?

R – Vem mais por ela. Do meu pai vem o gosto por Minas, pelo folclore, pela tradição oral, pelos contos, pelos causos, pelos contos de assombração também.

P/1 – O seu pai é de Bom Despacho?

R – É de Bom Despacho. E acho que dele vem o gosto de desenho, porque ele desenhava com gosto o que na época chamavam catitas, são figuras tipo J. Carlos, uns desenhinhos de caras e moças, e deixava aqui uma catita, ali outra, então... E gostava também de fazer umas logomarcas, fazendo umas letras estranhas. Eu me lembro de achar fantástico, tanto as catitas quanto as palavras escritas com letras diferentes, umas letras que iam se encaixando umas nas outras, gordinhas, não sei se vocês lembram dessa moda, não devem lembrar não, é bem dos anos 50.

P/1 – E, Angela, a sua mãe que contava histórias de noite pra vocês?

R – Mamãe lia Andersen, os Irmãos Grimm. Eu ainda me lembro dos livros da... Acho que era uma coleção da Melhoramentos, eram livros-álbuns grandes ilustrados. E papai contava...

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