25 de janeiro foi uma data que mudou a vida de todo Brumadinense. Somos marcados com esse dia. E essa é a minha história com o trabalho de voluntária para com as vidas envolvidas... Ainda me lembro como se fosse ontem, na hora que recebi a notícia. Sabe quando você está em um pesadelo, que não consegue acordar? Foi isso! Moro em Casa Branca, distrito de Brumadinho, localizada há 12km do Córrego do Feijão, onde aconteceu a tragédia. Eu estava no meu primeiro dia de serviço em um café. Quando deu o horário de 12:00, decidi esperar um pouco mais para sair e almoçar, uns 30 minutos depois começou a coisa mais doida de todas, caminhões cheios de minério, começaram a passar por nosso bairro correndo, e helicópteros começaram a circular. Foi então que tudo mudou... As notícias começaram a chegar, e o medo e a insegurança também. O sentimento que todo mundo sentiu naquela hora (eu sei que não foi só eu), era que o mundo estava acabando para nós. Ali, já sabíamos que estavam partindo amigos, familiares, conhecidos... E o pensamento era que nós seríamos os próximos! Ligações começaram a chegar, as pessoas que conseguiram fugir da área afetada do Córrego do Feijão começaram a vir pra Casa Branca. E foi quando eu soube disso, que meu coração ficou apertado ao saber que eu não poderia fazer nada... Bom, era o que eu achava. Quando sai do café, corri em casa e calcei um tênis mais confortável para tentar ajudar. Em poucas horas após a tragédia, foi montado um Ponto de Apoio incrível numa escola aqui em Casa Branca, e as doações já foram chegando freneticamente. E eu estava lá para isso, para tentar me doar um pouco, e preencher a alma que estava tão triste com o acontecimento. Aquele momento das doações foi tão lindo, que no outro dia, a escola já não cabia mais coisas. Tinha de tudo um pouco, roupas, brinquedos, roupas de cama, colchões, já havíamos montado centenas de cestas básicas...
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25 de janeiro foi uma data que mudou a vida de todo Brumadinense. Somos marcados com esse dia. E essa é a minha história com o trabalho de voluntária para com as vidas envolvidas... Ainda me lembro como se fosse ontem, na hora que recebi a notícia. Sabe quando você está em um pesadelo, que não consegue acordar? Foi isso! Moro em Casa Branca, distrito de Brumadinho, localizada há 12km do Córrego do Feijão, onde aconteceu a tragédia. Eu estava no meu primeiro dia de serviço em um café. Quando deu o horário de 12:00, decidi esperar um pouco mais para sair e almoçar, uns 30 minutos depois começou a coisa mais doida de todas, caminhões cheios de minério, começaram a passar por nosso bairro correndo, e helicópteros começaram a circular. Foi então que tudo mudou... As notícias começaram a chegar, e o medo e a insegurança também. O sentimento que todo mundo sentiu naquela hora (eu sei que não foi só eu), era que o mundo estava acabando para nós. Ali, já sabíamos que estavam partindo amigos, familiares, conhecidos... E o pensamento era que nós seríamos os próximos! Ligações começaram a chegar, as pessoas que conseguiram fugir da área afetada do Córrego do Feijão começaram a vir pra Casa Branca. E foi quando eu soube disso, que meu coração ficou apertado ao saber que eu não poderia fazer nada... Bom, era o que eu achava. Quando sai do café, corri em casa e calcei um tênis mais confortável para tentar ajudar. Em poucas horas após a tragédia, foi montado um Ponto de Apoio incrível numa escola aqui em Casa Branca, e as doações já foram chegando freneticamente. E eu estava lá para isso, para tentar me doar um pouco, e preencher a alma que estava tão triste com o acontecimento. Aquele momento das doações foi tão lindo, que no outro dia, a escola já não cabia mais coisas. Tinha de tudo um pouco, roupas, brinquedos, roupas de cama, colchões, já havíamos montado centenas de cestas básicas com os alimentos que estavam chegando. O P.A de Casa Branca, além de ter servido como apoio aos atingidos, foi também para os Bombeiros e policiais. Recebemos todo tipo de equipamento que era disponibilizado para eles, e assim, conforme era aceito, íamos entregar de hora em hora. Ali também, na escola, era anunciado pela empresa Vale, sobre as pessoas, tanto desaparecidas e encontradas (com ou sem vida).
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